INTRODUÇÃO
Conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), a hipertensão arterial (HA) uma doença
crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não
medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. Trata-se de uma condição multifatorial, que
depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da
pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior
ou igual a 90 mmHg. Os dados de prevalência no país tendem a variar conforme a metodologia e as
casuísticas utilizadas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, 21,4% dos adultos brasileiros
autorrelataram HA, enquanto, considerando as medidas de PA aferidas e uso de medicação anti-
hipertensiva, o percentual de adultos com PA maior ou igual que 140 por 90 mmHg chegou a 32,3%.
Detectou-se que a prevalência de HA foi maior entre homens, além de, como esperado, aumentar com a
idade por todos os critérios, chegando a 71,7% para os indivíduos acima de 70 anos. O tratamento com
medicamentos pode ser iniciado com monoterapia ou com combinação de fármacos. Ênfase deve ser dada
ao uso de combinação de fármacos como estratégia preferencial para a maioria dos pacientes hipertensos,
como demonstrado na figura 1 a seguir (Barroso et al., 2020).

